domingo, 30 de setembro de 2012
Levando a vida a sério
01 de Novembro de 2012
Desde ontem estou me sentindo um pouco estranha...
Não sei explicar ao certo, mas uma certa inquietação tomou conta de mim. A verdade é que ando insatisfeita com uma porção de coisas em minha vida, e é provável que tenha chegado a hora de me mexer.
Isso mesmo, levantar o bumbum da cadeira! Foi daí que surgiu a ideia do nome para este blog.
Ainda não sei pra quê ele irá servir e se um dia alguém no mundo irá ler as coisas que eu postar nele, mas uma coisa tenho certeza: aqui eu cumprirei uma parte da minha vida, isto é, a parte de "escrever um livro".
Ok, eu concordo que escrever em um blog não significa escrever um livro, porém, é neste cantinho que escolho contar a minha história.
Quero começar com a seguinte pergunta:
E se eu só tivesse seis meses de vida?
Calma! Não se trata de nenhuma contagem regressiva para um final infeliz, mas ao contrário, o reinício da contagem para um final feliz!!
Sou uma mulher de exatos 30 anos, sendo bem provável que eu esteja vivendo a melhor fase de minha vida. Digo isso porque hoje faço as minhas escolhas, por eu mesma, sem ter que depender do "pode sim ou não pode" de alguém. A cada dia me conheço mais e mais, ora sigo meu coração, ora a minha razão, mas em qualquer das hipóteses sou eu quem toma a decisão.
Contudo uma coisa me chateia... sinto falta do interessante. As coisas não me parecem tão mais interessante quando me lembro do tempo e que era necessário muita imaginação. A televisão não é mais tão interessante quando vejo que a maioria das coisas que se fala não ocupa espaço na cabeça. As pessoas não estão mais tão interessantes, quando penso que na internet todos são lindos(as), alegres, sociais, gente pra lá de boa, mas quando visto na realidade são vazios, sem assunto, ausentes de qualquer sensibilidade.
Quando olho para minha página no Facebook sinto certa dose de desprezo sempre que vejo escrito a palavra "amigos". Que amigos? Facebook não faz amigos, mas apenas contabiliza o número de pessoas que passa em minha vida. Mas será que um "oi, tudo bem?" pode ser digno desse registro de passagem? E o que fazer com os caçadores de amigos online que, onde quer que estejam, imediatamente sacam o celular do bolso e querem logo te adicionar?
Affff, não sei... mas ando sonhando com um novo botão no Facebook onde esteja escrito "excluir todos". Acho justo que daquelas centenas de pessoas me sobrariam talvez uns 20, entre amigos e parentes. Na verdade sobrariam mais amigos do que parentes, pois, como já dizia minha querida mãe: "parentes são os dentes que nascem um do lado do outro"rs. Porque amigo é aquele que vibra pela nossa felicidade, que chora junto e nos abraça quando a dor é intensa, que se dispõe não importa a hora porque o que conta é a ocasião. Esses são os que valem a pena e é por eles que tomei a decisão de ser melhor...e finalmente dar a eles o "meu melhor"!
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